SOBRE O MIS
- O QUE É ?O Museu da Imagem e do Som é uma instituição que desde sua criação vem preservando e difundindo um importante acervo de memória audiovisual da cidade de Campinas.
Abrangendo setores de Vídeo e Áudio, Fotografia, Música, Cinema, Objetos Tecnológicos, Educação Patrimonial, acompanha a tendência geral do papel que os museus ocupam atualmente na sociedade, atuando como microcosmo social e possibilitando conhecimento à sociedade através da valorização de múltiplas atividades. - HISTÓRIA DO MISAtravés da lei municipal 4576/75, datada de 30 de dezembro de 1975, o MIS foi viabilizado pelo poder público municipal a partir da idealização de um grupo de fotógrafos, cineastas e cineclubistas da região, envolvidos na produção e difusão da fotografia, cinema e audiovisual, liderados por Henrique de Oliveira Júnior e Dayz Peixoto Fonseca.
O objetivo era preservar e reunir, sistematicamente, a memória audiovisual de Campinas e região, cujas peças vinham sendo guardadas de maneira isolada, em outros museus da cidade, e em outras instituições públicas municipais ou mesmo integrando coleções particulares.
Desde então, o Museu da Imagem e do Som vem encontrando em colaboradores e na sociedade civil parceiros fundamentais para sua consolidação e investindo em ações culturais educativas como um modo efetivo de dialogar com a população de Campinas e região.
Em 2004, o MIS ganhou sede própria no Palácio dos Azulejos, iniciando uma nova fase de planejamento em relação aos acervos e desenvolvimentos de programas e projetos e fortalecimento de comunicação com o público.
Clique aqui para ver o memorial de Restauro do Palácio dos Azulejos e Instalação do MIS Campinas
História do Palácio dos Azulejos
O Palácio dos Azulejos é a única edificação na cidade considerada patrimônio nacional, tombado pelo IPHAN (processo nº736-T-64 em 1967). Também reconhecido como patrimônio estadual e municipal, foi tombado pelo CONDEPHAAT (1981) e CONDEPACC (1988).
Construído para residência de Joaquim Ferreira Penteado, o Barão de Itatiba, funcionou como solar residencial até 1908, quando foi vendido à Prefeitura Municipal de Campinas, que o ocupou como sede do governo municipal até 1968; a partir desta data permaneceu seu uso público pela SANASA (Sociedade de Abastecimento de Água e Saneamento S.A) até 1996, ocasião em que foi transferido para Secretaria Municipal de Cultura.
Trata-se de imponente prédio que, em conjunto com outras edificações urbanas do período, é representante do que se identificou como a construção da “modernidade” de Campinas no século XIX.
Na década de 50, foi assunto e alvo de polêmica apaixonada na imprensa local, onde um grupo de cidadãos defendia a criação de um museu histórico e pedagógico e outro sugeria sua demolição. Na década de 70, quase se tornou sede do recém criado MIS. Verifica-se, portanto, que a idéia de um museu, e do próprio MIS, no local é mais remota.
O conceito de instalar instituições museológicas em prédios históricos acompanha o museu desde seus primórdios. Nesse caso a fusão do MIS com o Palácio dos Azulejos contribuiu para ampliar o potencial de memória de ambos no contexto cultural de Campinas; o MIS com suas linguagens relacionadas à modernidade e o Palácio, relacionado à tradição e ao poder, agora nesse novo uso, atualizado e democratizado. O Palácio dos Azulejos é um dos símbolos da história da cidade e por isso foi escolhido como um dos marcos da revitalização do centro de Campinas.
Leia também o folheto do Patrimônio Cultural de Campinas sobre o Palácio dos Azulejos, em PDF. - ACERVOO acervo do MIS é constituído por um dos mais significativos conjuntos de fotos, filmes, negativos, vídeos, slides, discos, fitas e objetos sobre a história social e cultural da cidade de Campinas e região, e se apresenta em cinco diferentes linguagens: Audiovisual (cinema e vídeo), Fotografia, Música, Tecnologia e Biblioteca, atraindo pesquisadores de todo o país.
Desde sua fundação, o museu cumpre sua missão de captar, organizar, preservar e divulgar esses registros, além de abordar os elementos significativos do desenvolvimento e do uso da tecnologia audiovisual nas artes e nas manifestações sociais.
Nº Relação das Coleções Fotográficas Nº imagens 01 Henrique de Oliveira Junior 1084 02 Departamento de Turismo 3520 03 Museu da Imagem e do Som 1800 04 Austero Penteado 240 05 Maria Luiza Pinto de Moura 801 06 Balam 27 07 Biblioteca Municipal 686 08 César Ribeiro 26 09 Gilberto di Biasi 318 10 Madeira Mamoré – MUCI 26 11 Miguel Vicente Cury 222 12 Guilherme de Almeida 10 13 Projeto Anhumas 4754 14 Fábrica de Fumos Liberdade 16
O atendimento a pesquisa no Setor de Acervo Fotográfico é de terça-feira à sexta-feira, das 09:00 às 12:00 e das 14:00 às 16:30 horas. Às segundas-feiras o Museu é fechado para visitação pública, porém atendemos consulta sobre o acervo pelo telefone (19) 3236-7851.
Música
O acervo de música é denominado “Discoteca Rynaldo Ciasca” e é constituído por cerca de 600 CDs, 900 gravações em fitas de rolo e aproximadamente 20.000 discos, dentre os quais, discos antigos de 78 rotações, LPs de Vinil em 33 1/3 rotações, compactos, discos gigantes, discos curiosos, com vários furos, de diversos materiais, etc. Seus conteúdos se enquadram nos seguintes segmentos:
- * música popular brasileira
- * óperas, árias e canções
- * grandes intérpretes
- * discos infantis
- * cursos de idiomas, propagandas e programas de rádio
- * discos humorísticos
- * música de vários países
- * Jazz, música instrumental, trilhas de filmes e de novelas
- * documentos sonoros de comunidades indígenas, religiosas, teses
- * música sinfônica e camerística
- * compositores e grupos de Campinas
- * orquestras populares
- * edições especiais de interesse cultural (Tacape, Série Florilegium, Marcus Pereira e outros)
- * catálogos, revistas e fascículos para uso didático e paradidático
História Oral em Vídeo
O programa de História Oral em Vídeo do MIS Campinas conjuga pesquisa metodológica (o uso e a exploração da linguagem do vídeo como instrumento da história oral) e produção de informações históricas. Os principais eixos investigativos são: a memória das lutas populares, que tem como principais fontes atores sociais que se destacam no espaço público campineiro a partir de lutas pela conquista da cidadania e ampliação de direitos; e a memória cultural da cidade.
Registro Histórico Audiovisual
O programa de Registro Histórico Audiovisual é responsável por:
a) reunir, gerar e preservar os registros históricos em audiovisual (cinema e vídeo) do MIS Campinas;
b) tornar acessíveis os registros audiovisuais para consultas e pesquisas;
c) produzir conhecimento sobre os registros audiovisuais;
d) comunicar este conhecimento por meio das mais diversas linguagens;
e) desenvolver ações educativas e de estímulo à produção audiovisual em Campinas.
O acervo audiovisual do MIS, seja de ficção ou documental, é um importante e singular testemunho da produção cultural campineira e das idas e vindas por que passou a indústria cultural local desde o início do século passado. Ele conta o surgimento e o desenvolvimento cíclico do cinema campineiro, a emergência do movimento cineclubista na cidade e, ao longo das últimas décadas, a disseminação do vídeo como instrumento de registro de diferentes acontecimentos, dentre os diversos grupos sociais.
Acervo Tecnológico
O MIS possui um significativo acervo com aproximadamente 400 peças, correspondentes a objetos tecnológicos de imagem e som. Formado através de doações ou obsolescência de seus materiais de uso, tornou-se um acervo histórico de tecnologia. A maioria está na exposição de longa duração, possibilitando o conhecimento da evolução de câmeras e materiais fotográficos, projetores cinematográficos, gramofones, aparelhos de TV, entre outros.
- PROGRAMA EDUCATIVOPedagogia da Imagem
O programa Pedagogia da Imagem contempla as atividades educativas do MIS Campinas destinadas a:
a) discutir e promover a democratização do uso dos meios de comunicação e informação;
b) realizar atividades compreendidas como: “educação para os meios”, “educação para a comunicação” e “alfabetização audiovisual”;
c) incentivar a apropriação das linguagens audiovisuais pelos setores populares;
d) promover a visibilidade, a expressão e a participação de comunidades das periferias por meio do uso do audiovisual;
e) promover a formação e gestão de ecossistemas comunicativos abertos e dialógicos nos diversos espaços educativos públicos e populares;
f) promover investigação e debate científicos sobre o consumo cultural, a recepção midiática e a produção audiovisual de caráter popular, dentre os públicos atendidos.
Veja mais em http://pedagogiadaimagem.sites.uol.com.br. - O QUE O MIS OFERECE ?Projetos
Circuito MIS de Cinema: há mais de 15 anos, o MIS promove, gratuitamente, exibições e debates de filmes. A programação, feita com a participação do público, busca trazer aos espectadores diferentes linguagens e olhares cinematográficos.
Formação de Professores: o curso Pedagogia da Imagem, em parceria com o Centro de Formação do Magistério, busca proporcionar aos educadores participantes subsídios para trabalhar com os alunos questões envolvendo a mídia e seus desdobramentos. Propõe construir, com os professores, o conhecimento necessário para ler e entender as imagens do mundo contemporâneo, despertando sua capacidade de realizar leituras críticas, além de capacitá-los para a produção audiovisual. Ver site: http://pedagogiadaimagem.sites.uol.com.br.
Gestão Comunicativa em Espaços Educativos: orientação para o desenvolvimento de ecossistemas comunicativos em espaços como escolas e centros comunitários e populares, utilizando diversos recursos da comunicação.
Extroversão da Ação Educativa: palestras, exibições e debates de filmes em espaços educativos populares (atendimento a demandas das comunidades).
Produção e Comunicação Científica da Pedagogia da Imagem:participação em seminários regionais e nacionais de educação, divulgando as pesquisas e experiências realizadas no MIS.
Inclusão social: parcerias com instituições que desenvolvem projetos sociais para exibição e debate de filmes dentro das temáticas de seu interesse.
Exposições:
São duas as exposições de longa duração: no piso térreo, a exposição “Memorial do Prédio” que traz a trajetória de um dos mais importantes monumentos arquitetônicos da cidade, o Palácio dos Azulejos. No piso superior, a exposição “MIS – um museu brasileiro, um museu campineiro, um museu plural” que apresenta parte do acervo do museu e a história de sua produção cultural.
Exposições temporárias: o museu dispõe de salas para receber projetos expográficos da comunidade. Ver .
Exposições Itinerantes: diversas exposições, produzidas pelo MIS, podem ser levadas para instituições culturais e educativas da cidade.
Ação educativa: visitas monitoradas para grupos e escolas, de terça a sexta-feira, das 10h às 12h e das 14h às 17h, com agendamento prévio, pelo telefone (19) 3236-7851.
Exposições Itinerantes (emprétimo de material)
O Museu da Imagem e do Som de Campinas disponibiliza onze coleções de reproduções fotográficas para realização de exposições itinerantes, em espaços públicos e comunitários. Os empréstimos são gratuitos, por um período de até 30 dias. Como solicitar
Enviar solicitação por meio de ofício padrão (modelo disponível na Secretaria do MIS), indicar o responsável pela guarda e transporte do material (assinar o termo de responsabilidade) e agendar a retirada e devolução.
Contato
Setor Administrativo do Museu da Imagem e do Som de Campinas.
Fone: (19) 3733-8800.
Horário de atendimento:
De segunda a sexta-feira, das 9h às 12h e das 14h às 17h.
Clique aqui para ver as coleções.
- PROGRAMA DE USO/PLANTA DO LOCAL
- GUIA DE VISITAÇÃOArquivo em PDF
http://www.miscampinas.com.br/guia_de_visitacao_do_museu.pdf
FOTOS
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