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15/09/2011 (17:30)
Paradinha no MIS lembra obras de clarinetistas brasileiro
Os trabalhos musicais dos clarinetistas Renato Tito, Luiz Americano e K-ximbinho serão lembrados a partir das 17h30 da próxima quinta-feira, dia 15 de setembro.
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Sinistro Studios
Alberto Dini

Os trabalhos musicais dos clarinetistas Renato Tito, Luiz Americano e K-ximbinho serão lembrados a partir das 17h30 da próxima quinta-feira, dia 15 de setembro, no Museu da Imagem do Som de Campinas, dentro da programação da “Paradinha do MIS”, um espaço gratuito onde apreciadores se reúnem para promover audições comentadas de Long-plays (LPs) de grandes nomes da música popular brasileira.

“É um espaço bastante acolhedor, que reúne um público fiel para um fim de tarde musical bastante agradável”, disse Gabriel Rapassi, coordenador de Projetos Especiais da Secretaria de Cultura, lembrando que o evento também proporciona a troca de experiências entre os participantes.

O maestro carioca Renato Tito é considerado um dos principais responsáveis pela transmutação do choro em gênero dançante, mediante sua aproximação com o samba e a utilização de metais e orquestra. Segundo alguns especialistas, os choros de Renato Tito são considerados “noturnos”, ou seja, próprios para salões de baile e pequenos espaços. Já os choros “diurnos” seriam aqueles interpretados em espaços como bares, varandas e fundos de quintal, privilegiando cordas e percussão.

Luiz Americano é considerado um dos grandes compositores e intérpretes do choro. Filho de maestro de bandas do interior, começou cedo os estudos de clarinete e saxofone, tendo atuado nas principais gravadoras e rádios da primeira metade do século passado, depois de uma passagem pelo Exército. Luiz Americano também marcou época ao fundar o Trio Carioca, ao lado do maestro Radamés Gnatalli (piano) e do percussionista Luciano Perrone (bateria).

Sebastião de Barros era o nome real do intérprete, compositor e arranjador K-ximbinho, considerado um dos maiores nomes do choro brasileiro no século passado, tendo atuado na lendária Orquestra Tabajara de Severino Araújo, Orquestra Fon-Fon e Orquestra Sinfônica Nacional, além do grupo Sete de Ouros. Suas composições mais conhecidas são Sonoroso, Sonhando, Sempre, Ternura, Eu Quero é Sossego e Saudades de um Clarinete. Sua última composição, Manda Brasa, venceu o II Festival Nacional do Choro em 1978.

Informações de
http://www.campinas.sp.gov.br/noticias-integra.php?id=8576

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