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13/11/2014 a 21/11/2014 (de terça a sexta-feira, das 10h às 18h e sábados, das 10h às 16h)

Afetos nascentes - poemas e outros movimentos

Período de visitação: 13 a 21 de novembro, de terça a sexta-feira, das 10h às 18h e sábados, das 10h às 16h

camisetas O que podem os corpos, as coisas, as imagens, palavras e sons diante da seca e da inundação? Como agir e pensar quando a palavra de ordem se tornou adaptação? Nesta exposição queremos criar um espaço coletivo de criação audiovisual que propicie vazar sentidos outros. Ressecar os funcionamentos dominantes. Inundar o mundo com outras sintaxes. Promover alianças múltiplas entre cosmopolíticas distintas. Ampliar a disponibilidade de modos de existir e lidar com as mudanças climáticas. Experimentar a noção de adaptação para além das fixações como adequação, acomodação e ajustamento ao que já está dado. Escavar buracos, canais de passagens e proliferações entre conhecimentos, culturas, artes e ciências. Inventar novas solidariedades entre materiais, luzes, cores, texturas, ritmos. Convidar à criação de mundos. Afetos nascentes... vai compor com convidados vários, alguns já confirmados:

Poemas vazantes Zay MPereira
Um poeta de estúdio. Que arrasta os signos e as coisas do mundo para dentro do seu estúdio. Isolando-os dos funcionamentos e movimentos já dados. Limpando-os dos excessos. Transformando-os em matéria-prima de suas criações. Devolvendo-lhes um segredo fundamental: a vida própria que podem adquirir ao se tornarem poemas. Único modo de ter acesso à vida e ao tempo, livres das figurações que marcam nossa experiência. As instalações do artista nesta exposição isolam e iluminam a nossa relação cotidiana com água, dando a essa experiência uma força cenográfica. Criando um universo sensível que atravessa seus interesses e trabalhos há muito anos.

Marmetria Fernanda Pestana
Vêm… a onda, o tornado, o tsunami, o vento, o tormento… nestas imagens da artista. Vêm como forças mobilizadoras que pareciam imutáveis. Sabe-se que vêm, mas, se a medida de seus efeitos fossem precisas e previsíveis, não haveria tantos registros e arquivos daquilo que se torna ruína. E vem a mudança, o permanente estado de mudança, a inundar as imagens que nos remetem às forças marítimas, às potências do líquido que leva e traz, arrasta e desmonta os componentes de uma esperada paisagem.

A história da criação de mundo para os Yorubás: do tudo água à água necessária para viver Babalorisa Faseyi Dada, do Templo de Obatala em Ile Ife, Nigéria
Vai narrar a história da criação do mundo por Obatalá e falar sobre a importância da água naquele momento de criação e hoje na religião e nas nossas vidas. Na cosmologia do Povo Yorubá antes era tudo água e Obatalá teve que criar blocos de terra e manter a água necessária para vida. Assim foi possível criar a vida aqui na terra.

Água, mel e caça não podem acabar: a cosmologia do povo Indígena Awá-Guajá e a ameaça do céu cair sobre nossas cabeças Glória Freitas
Uma oficina que abordará a cosmologia do Povo Indígena Awá-Guajá (povo residente no norte do Maranhão, na Amazônia legal) diz que é na floresta onde é possível adquirir caça, mel e água. Inclusive para os antepassados mortos que vivem no céu. O fim da floresta é trágico, é o fim da vida aqui na terra e no céu. Há um mundo espiritual onde todos os Awá vão viver depois da morte. Os viventes do céu frequentam a floresta aqui na terra para pegar água, mel e caça necessários para boas festas no céu. Os Awá-Guajá consideram que são três coisas que não devem acabar na floresta: caça, mel e água. A floresta é o elo de ligação entre esses dois mundos. Os Awá-Guajá são favoráveis à preservação da floresta e lutam contra o desmatamento por uma convicção relacionada à cosmologia Awá-Guajá. Seres viventes no céu vão morrer de fome, de sede e o céu vai cair sobre nossas cabeças aqui na terra. É possível dialogar/aprender com esta cosmologia e pensar na nossa relação atual com a água?

Cantos de rio correr Mirna Rolim e Nina Neder
É uma intervenção musical e oral que propõe um conjunto de canções e narrativas nascidas na relação de pessoas com os rios, suas águas e percursos. Fruto de uma pesquisa onde as cantoras e contadoras de histórias Mirna Rolim e Nina Neder coletam histórias vivenciadas por diversas pessoas às margens dos rios. A intervenção associa estas narrativas com canções que trazem à tona o universo ribeirinho. Em tempos de seca, estas histórias e canções propõem uma reflexão acerca do valor prático e simbólico que esses seres de água corrente agregam na nossa memória e cotidiano, e chama o olhar para seu papel na nossa constituição enquanto seres humanos, pensantes e sensíveis.

Gente-árvore, gente-rio Coletivo Fabulografias
Uma oficina que se faz convite às de-vagações fotográficas por um jardim, por uma biblioteca, por uma exposição, por fragmentos de palavras e imagens. Falar a partir de ninguém, fazer comunhão com as árvores, andar à toa feito ave. Procurar por cores sem lugar no tempo dos homens, por luzes que desobedecem a geometria ótica, por híbridos seres. Fotografar, ler, cortar, rasgar, raspar, refotografar, reler, estender traço da palavra e da imagem em direção ao indiscernível: homem-natureza-ficção-realidade.

Arquivos interferidos Oscar Guarin e Coletivo Multitão
Uma mostra de filmes da Amazônia dos mais diversos géneros (documentários, ficções…), de 1910 a 1950, criada a partir de um acervo praticamente desconhecido reunido por Oscar Guarin em sua pesquisa de doutorado, realizada no Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH) da Unicamp. A mostra será um convite a conversar com o pesquisador que buscou problematizar abordagens distintas: um pensar sobre as imagens, um pensar desde as imagens e um pensar com as imagens; chegando inclusive a intervir nos filmes em busca de outros modos de afetar. Os espectadores serão convidados a intervir nos filmes ao final da mostra, com seus corpos, com outras imagens, produzindo novos filmes, novos modos de afetar.

Instituições promotoras
Grupo de pesquisa multiTÃO: prolifer-artes subvertendo ciências, comunicações e educações (CNPq) - Sub-rede Divulgação Científica e Mudanças Climáticas da Rede CLIMA – Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) - Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (Labjor) - Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)

Período de visitação: 13 a 21 de novembro, de terça a sexta-feira, das 10h às 18h e sábados, das 10h às 16h.












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